Paraibano Jônatas Castro é o novo Treinador da Seleção Brasileira Feminina de Goalball

O professor de educação física e coordenador do programa Paraíba Paralímpica, da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado (SEJEL) é o novo Treinador da Seleção Brasileira Feminina de Goalball e fica no lugar do ex-treinador Dailton Nascimento.

Jônatas Castro. Foto: CBDV.

O paraibano, que estava auxiliar técnico da seleção desde o ano de 2014, foi convidado para assumir o comando da equipe do Brasil, logo após as Paralimpíadas de Tóquio, na qual a equipe ficou na quarta colocação.

Castro tem uma dupla missão neste momento: preparar as paratletas brasileiras para o Campeonato das Américas (a equipe feminina é a atual vice-campeã do torneio), no estado de São Paulo, em fevereiro do próximo ano, bem como para as Paralimpíadas de Paris em 2024.

“O primeiro desafio é manter a competitividade da Seleção. Os Jogos de Tóquio mostraram que todas as seleções evoluíram em todos os aspectos, por isso, precisamos avançar para manter essa competitividade. Mas o grande desafio vai além disso. Herdar uma Seleção com as qualidades do Brasil é muito bom, mas também muito desafiador para poder avançar ao próximo patamar que merecemos e que faltou tão pouco, que é conquistar uma medalha paralímpica”, enfatizou.

O professor Jônatas já está montando sua equipe de auxiliares e convidou o técnico do Cetefe, do Distrito Federal, Gabriel Goulart Siqueira, para a função que exercia, de auxiliar técnico. Marcio Rafael da Silva, que treina o time do IRM, de Londrina vem também para somar na nova comissão técnica. Ele irá substituir Roger Scherer na preparação física da equipe feminina do Brasil. Já para as vagas da psicóloga Thereza Xavier e a nutricionista Monique Moreira (ambas deixaram a Seleção após as Paralimpíadas), ainda não há definição dos nomes.

SOBRE O NOVO TREINADOR DA SELEÇÃO

Jônatas Castro e as atletas paralímpicas do Brasil.
Foto: CBDV.

Criado em Paulista, cidade com cerca de 12 mil habitantes, localizada no sertão paraibano a 310 km da capital João Pessoa, Jônatas iniciou sua trajetória no paradesporto ainda quando cursava educação física, em 2004, como voluntário no Instituto dos Cegos de Campina Grande. Lá, conheceu o futebol de 5, atletismo e goalball. Prontamente, assumiu como treinador de goalball da instituição. Ainda em 2004, participou de um curso de arbitragem da modalidade. Apitou em competições nacionais e internacionais até 2008, época em que já atuava como voluntário da Apace-PB ao lado de Dailton Nascimento, com quem repetiria a dupla posteriormente na Seleção a partir de 2014. Atualmente é Coordenador do Programa Paraíba Paralímpica do Governo do Estado da Paraíba e apresenta também o programa de Rádio “Fala Juventude”, na Rádio Tabajara FM.

SOBRE O GOALBALL

Seleção Brasileira de Goalball. Foto: CBDV.

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária.

A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.

O jogo é dividido em dois tempos de 12 minutos cada, com três minutos de intervalo. Todos os jogadores exercem, ao mesmo tempo, as funções de ataque e defesa. Há um guizo no interior da bola para emitir sons. Nesta modalidade, os atletas deficientes visuais das classes B1, B2 e B3 competem juntos. Todas as classificações são realizadas por meio da mensuração do melhor olho e da possibilidade máxima de correção do problema. Todos os atletas, independente do nível de perda visual, utilizam uma venda durante as competições para que todos possam competir em condições de igualdade.


Redação Gabinete Paraíba com informações de Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

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